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Guia de Garanhões - 8º Capítulo

CRIOULO

     O “pingo” dos pampas, como se tornou conhecido Crioulo tem sua origem no cavalo ibérico trazido pelos colonizadores portugueses e espanhóis. Estes animais dos colonizadores, acabaram se espalhado pelo pampa sul-americano em direção ao chaco argentino, à Cordilheira dos Andes até a Patagônia, transformando-se em “baguais” ou “chimarrões”, vindo a se cruzar, posteriormente, com os eqüinos que habitavam o Paraguai, Peru, Chile e toda a Bacia do Prata.
     A interferência do homem na seleção destes animais aconteceu pelas mãos  dos índios Araucanos, jesuítas e estancieiros que procuravam cavalos para o trabalho na lida do campo. Durante quatro séculos, no entanto, coube a natureza forjar o que se transforma no cavalo Crioulo.
     Na segunda metade do século XIX os animais capturados pelos estancieiros passaram a sofrer infusão de diferentes sangues, nem sempre bem sucedida, o que acabou provocando uma crescente perda de suas características, permeada pela rusticidade.
     A partir deste momento houve uma grande movimentação para a  recuperação e seleção do Crioulo típico, e um dos criadores pioneiros neste trabalho  foi o argentino Emílio Solanet, da Cabanha El Cardal, que durante anos foi buscar na região da Patagônia animais selvagens para formar a base de sua seleção. Da Cabanha El Cardal sairiam, posteriormente, os reprodutores chefes-de-raça dos criatórios do Uruguai, Paraguai e Brasil. Neste século o Crioulo passou a ser um símbolo de integração entre os povos da América do Sul.
     Coube ao Chile o pioneirismo em estabelecer o primeiro standart da raça e a criação de cavalos funcionais, aptos para o esporte. Este segmento na seleção do Crioulo se notorizou nos dez últimos anos, ganhando espaço na criação de outros países, inclusive o Brasil.
     Em terras tupiniquins o Crioulo tem seu maior habitat no Rio Grande do Sul, Estado sede da Associação Brasileira desde 1932, ano de sua fundação. O Paraná se apresenta como segundo maior criatório da raça no País, seguido de São Paulo.
     Desde 1959 existe apenas um standart para a raça Crioula.


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