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Guia de Garanhões - 5º Capítulo

BRASILEIRO DE HIPISMO - BH

      A necessidade de boas montarias para a prática hípica motivou os criadores brasileiros a investirem na seleção de animais de esporte. Até a década de 70 os cavalos de salto usados por nossos cavaleiros eram, em sua maioria, produtos importados, com poucas exceções. O aumento do número de adeptos do hipismo, a abertura de escolinhas de equitação, e o amadurecimento técnico dos conjuntos levou um pequeno número de criadores, notadamente da região Sudeste, a fundarem a – ABCCH, em 1977 -Associação Brasileira de Criadores do Cavalo de Hipismo.
     O cavalo-atleta brasileiro (BH) é o resultado do cruzamento de garanhões pertencentes a tradicionais raças destinadas ao hipismo – em especial alemãs e francesas – com éguas inglesas oriundas do criatório nacional. Da Alemanha, maior celeiro de cavalo de hipismo do mundo, são utilizados reprodutores selecionados nas diferentes regiões do país originando daí “tipos” distintos de animais, e não necessariamente “raças” como são chamados os cavalos da Westfália, Hanover, Oldenburgue, Holsteiner, Trakehner etc. Outro criatório que tem contribuído para a formação do Brasileiro de Hipismo é o francês, através dos cavalos da região da Normandia, do Sela Francês e do Anglo-Árabe.
     Além de participar em salto clássico, adestramento em Concurso Completo de Equitação,  produtos BH tem se destacando também no hipismo rural.
     Pouco mais de dez anos do início da formação do BH, nosso cavalo-atleta já começa a marcar presença em pistas nacionais e internacionais: nas Olimpíadas de Los Angeles em 84 foi a vez de MC Alpes participar da equipe brasileira, e em 1990, na copa do Mundo, realizada em Estocolmo, Suécia, o BH Éden  participou oficialmente do Concurso Completo de Equitação.
     Hoje, com um plantel altamente seletivo, o Brasileiro de Hipismo já representa algumas das mais importantes linhagens do cavalo de salto do mundo. Em 1989, outra vitória: a exportação para Portugal e Argentina dos primeiros produtos BH.
     A escolha dos reprodutores, feita pela ABCCH, teve como critério os que apresentaram maior número de padreação de éguas na temporada 89/90.


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