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Guia de Garanhões - 4º Capítulo

ÁRABE

       Basicamente todas as raças de sangue quente do mundo possuem, em maior ou menor proporção, sangue Árabe.
     Considerada a raça de eqüinos mais antiga do mundo, o Árabe se originou no continente asiático, sofrendo seleção milenar pela própria natureza.
      Do continente asiático para o resto do mundo os cavalos Árabes saíram pelas mãos dos conquistadores mulçumanos que invadiram a Europa montado suas ágeis, resistentes e bonitas montarias. Os animais levados para o continente europeu foram usados, especialmente no século passado, para o cruzamento com outras raças nativas, produzindo animais que eram utilizados no transporte, no lazer, nas corridas e na remonta militar.
    
Coube a família Blunt, da Inglaterra, proprietária do haras Crabbet Park, iniciar restauração dos produtos puros entre os anos de 1870/80. Os Blunt buscaram no deserto, matrizes e garanhões, além dos animais oriundos da criação Abbas I, vice-rei do Egito.
      Paralelamente, criadores da Polônia, especialmente o Conde Potocki, trabalharam durante anos na seleção de animais puros, tendo um dos reprodutores deste criatório, Showronek, sido adquirido pelos Blunt, onde se transformou em chefe da raça do Crabbet Park, produzindo aí filhos e filhas que se espalhariam pela criação Árabe mundial.
     
Restrita em princípio aos continentes europeu e asiático, a criação Árabe foi chegando aos poucos em outros países, sofrendo uma grande impulsão após o término da segunda Grande Guerra Mundial, notadamente nos Estados Unidos, país responsável pelo aperfeiçoamento técnico da seleção e o marketing da raça.
     
No Brasil as primeiras importações datam do século passado, e de forma mais efetiva a partir dos anos vinte deste século.
      Guilherme Echenique Filho, o Ministério da Agricultura e Aloysio Faria são alguns dos nomes obrigatórios na história da criação Árabe nacional.
     
Em 1964 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe, entidade que passou a fazer parte da Associação Mundial da raça em 75.
        Consagrado nacionalmente nos anos 80, o plantel Árabe brasileiro está hoje entre os melhores de todo o mundo.


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