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ENCICLOPÉDIA DO CAVALO |
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A ÚLCERA |
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Os
Sintomas
Um potro deitado de costas, com todas as 4 pernas viradas para o ar,
dormindo calmamente, parece ser uma posição ideal para uma foto, mas não
deixe que este momento da foto perfeita engane você; esta posição não
é normal para um potro ou qualquer outro cavalo.
No intuito de tentar livrar-se de uma dor de estômago, o
potro pode ficar de costas, contorcer-se ao redor, deitando-se
repetidamente; o que poderá conduzi-lo a problemas mais imediatos. O
potro poderá machucar-se por debater-se ao redor da baia, ou poderá
sofrer depressão respiratória e circulatória por longos períodos,
colocando sua vida em risco; ou ainda poderá ficar preso contra a
parede, embaixo do cocho de alimentação.
Muitos cavalariços, apenas os provocam estupidamente a
levantar-se, quando o potro fica repetidamente deitado; enquanto que
pode ser as vezes o caso para garantir -se ;de chamar o médico veterinário.
O potro pode estar tentando amenizar a dor de uma úlcera gástrica,
através de uma inversão de seu estômago para que o ácido gástrico
flua longe da úlcera. A ulcera gástrica é uma erosão da parede do
estômago, causada pela ação do ácido gástrico.
Sintomas de Ulceras: letargia, perda do apetite e
ocasionalmente ranger de dentes"
Especialista em síndrome de úlcera."Os potros não nascem com úlcera,
porque eles não secretam ácido até atingirem os 2 dias de vida.
Metade dos potros nascidos desenvolvem úlceras durante o primeiro mês
de vida, mas as lesões normalmente curam-se espontaneamente, e não
ocorrem em potros que são saudáveis e alegres. Os verdadeiros
problemas ocorrem quando o "stress" ou enfermidade perturbam o
ambiente do potro".
O potro recém-nascido que possua uma enfermidade, possui
portanto, um grande risco de desenvolver úlceras. Embora as úlceras
sejam causadas pela ação do ácido, elas ocorrem até certo ponto
devido à debilidade das defesas. |
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O
"Stress"
O "stress" é um grande fator na causa de úlceras, porque ele
perturba o horário normal de mamada do potro. Quando o potro mama o
leite, forma-se na verdade, um coágulo no estômago que absorve o ácido,
fazendo com que este não fique diretamente em contato com a parede do
estômago. Dentro de 30 minutos após mamar, a acidez do estômago do
potro, eleva-se acentuadamente.
Qualquer coisa que cause ao potro, a ficar longos períodos
sem mamar, poderá danificar a parede do estômago. Se observarmos um
potro que não está mamando como deveria ser, haverá então, uma razão
para se preocupar. Um dos acontecimentos mais estressantes, na precoce
vida do potro, ocorre quando a sua mãe tem que deslocar-se para padreação,
e então ele é colocado no carro de transporte com a mãe , ou é
contido enquanto ela é levada a ser padreada, ou ainda é deixado no
haras, gritando e atirando-se na cocheira até o retorno de sua mãe. A
qualquer hora o potro é exposto ao "Stress", e faz sentido
tomar as devidas precauções, para preservar o seu estômago. Muitos
potros são tratados com drogas anti-úlceras, antes durante e depois de
viagens, ou quando o potro é deixado só, no haras". Cuidado também
com diarréias que os potros experimentam, quando aos 10 a 14 dias de
idade, não sendo estas, as típicas do cio do potro.
É importante observar potros que deitados podem mostrar
sinais de letargia, ranger de dentes contorcer-se inconfortavelmente,
estes são sinais indicativos de úlcera. |
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O
potro doente
Qualquer enfermidade de condição muscular dolorosa, como joelhos
contraídos ou outros problemas onde o potro tenha que usar talas, e
esteja em dor constante, são razões para se precaver de um potro com
desenvolvimento de possível úlcera. Mudanças da circulação sangüínea
da parede do estômago, que ocorrem durante doenças severas podem ser
um fator. Potros doentes, também não mamam normalmente, ou em casos de
potros com septicemia, podem absolutamente não mamar. O
"Stress" novamente tem o papel importante , potros doentes
podem desenvolver distúrbios digestivos decorrentes de ansiedade
associada com confinamento, depressão e medicação forçada, por várias
horas, dia e noite.
Nunca associe antibióticos com úlceras, a menos que
eles causem ao potro parar de mamar; se você estiver dando ao potro
antibióticos, você deverá rotineiramente administrar uma úlcera
profilática, mas não devido aos antibióticos, forneça então drogas
ácido bloqueadoras, como Omeprazole ou Ranitidina. Antiinflamatórios não
esteróides como a fenilbutazona podem causar úlceras gástricas pela
destruição de prostaglandinas; a proteção natural da mucosa do estômago.
Isto tem gerado preocupação, quando uma égua a qual foi administrada
Fenilbutazona, Banamine ou outro antiinflamatório não esteróide,
venha a transferir a droga para o potro, através do leite, causando úlceras.
Isto não é a causa, em estudos realizados anos atrás, foi medido
teores de fenilbutazona no leite de éguas que receberam esta medicação,
e os teores encontrados foram em quantidades tão baixas, que quando
atingiam o potro não foi absolutamente a questão ,como causa da úlcera.
Administrado diretamente aos potros, os antiinflamatórios
não esteróides entretanto, podem causar úlceras. Enquanto, veterinários
muitas vezes recomendam a administração de Sucralfate(Carafate)
para proteger o estômago quando um potro é tratado com antiinflamatórios
não esteróides, pesquisas sugerem que isto pode não ser utilizado, há
um estudo no qual potros tomaram fenilbutazona com Carafate, e o Carafate
não preveniu a fenilbutazona de causar úlceras. Poderá ser
melhor, então, usar uma droga que suprima a acidez gástrica.
O ponto mais importante, é não exceder a dose da bula,
dos produtos antiinflamatórios não esteróides; defensores de dietas
naturais, sugerem que administrando-se a potros recém-nascido, probióticos,
acredita-se que bactérias benéficas ajudariam na digestão,
modificariam o equilíbrio ácido do estômago e proporcionariam a proteção
contra a úlcera.
O bicarbonato de sódio para potros tem conseqüências
desastrosas, pois sua absorção no sangue poderia causar uma séria
alcalose; o potro tornar-se-ia muito doente, comatoso podendo nesta
conduta, matar um potro bem facilmente. |
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Diagnóstico
e tratamento
O exame endoscópico do estômago é o único caminho para confirmar que
o potro possui úlceras, mas alguns veterinários podem não estarem
equipados para este tipo de exame. Se você tem uma séria preocupação
com o seu potro, recomenda-se colocá-lo em uma clínica que faça os
procedimentos regulares, que não oferecem riscos na maioria dos potros;
havendo entretanto alguns potros que tornam-se muito doentes para
sofrerem uma endoscopia. Se o exame endoscópico, é uma das opções,
você poderá retardá-lo, sugere-se que inicie-se um tratamento
agressivo, com drogas ácido-bloqueadoras. Ele previne que, com o tempo
você reconhecerá que o potro tem sintomas e as úlceras são
provavelmente já consideradas graves.
Mas se o potro adquiriu úlceras de outros problemas, você
deverá solicitar ao veterinário, um exame de sangue e minucioso exame
para encontrar com o que mais você está tratando. Tratar úlceras e
parasitas ao mesmo tempo é uma boa estratégia, a desverminação não
tornaria as úlceras piores; é certamente razoável desverminar o potro
ao mesmo tempo em que você está tratando de úlceras, se este lhe
parece apático. Uma vez que o tratamento tenha progredido por dois ou
três dias, os sintomas provavelmente desaparecerão, mas as úlceras não
serão cicatrizadas, então não deve-se parar o tratamento. Para casos
benignos, recomendamos que o tratamento continue ao menos por uns 10
dias; casos mais sérios, requerem 1 mês ou mais, antes que a úlcera
seja cicatrizada. |
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Incidência
Úlceras gástrica e duodenais são condições médicas comuns e
representam um dos maiores problemas de saúde em potros e cavalos
adultos. Uma alta incidência de úlceras gástricas e duodenais, tem
sido reportadas em potros (25 - 50%) e cavalos adultos(66%)podem
contribuir para sintomas como, dor, sofrimento e perda da performance.
Úlceras gástricas e duodenais, provavelmente resultam de
um desequilíbrio de fatores agressivos da mucosa (ácido e pepsina) e
fatores protetores(camada mucosa, mucosa gástrica e prostaglandinas).
Os acertos da terapia anti-úlcera são o controle dos sinais clínicos
da ulceração (dor abdominal, ranger de dentes, salivação, pouca
performance, diarréia e perda de peso), inibir fatores gástricos
agressivos, ampliar os fatores gastro-protetores, promover a cicatrização
da úlcera e prevenir as complicações relacionadas com a úlcera.
Correntemente, uma variedade de medicamentos anti-úlceras com
diferentes ações farmacológicas, potencialidade e inteiração, são
disponíveis aos atuantes na clínica diária. Esta variedade poderá
tornar o plano da terapia racional, complicada e confusa. Uma melhor
compreensão dos medicamentos anti-úlceras disponíveis, e relação
custo-efeito da terapia, poderá ser planejada. |
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Histórico
e exame físico
O cavalo que é suspeito de sofrer de ulceração gástrica ou duodenal,
precisa ser intensamente analisado; historicamente, será de grande
ajuda, perguntar sobre a utilização do cavalo, seu regime de
treinamento, dieta, uso de drogas, tais como anti-inflamatórias não
esteróides, aspirina e medicações anti-úlceras; e freqüência caráter
e duração dos sinais clínicos.
Um minucioso exame físico do potro ou cavalo adulto, pode
revelar sinais de ulceração gástrica, tais como cólica, diarréia,
perda de peso, bruxismo ou salivação; também deve-se ter em mente que
nem todos os casos de cólicas são resultados de ulcerações gástricas
e se o tratamento da úlcera gástrica ou duodenal não surtir efeito ou
resolver os sinais clínicos, uma nova avaliação do potro ou cavalo
adulto, deverá ser efetuada. |
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Metas
da terapia anti-úlcera
A meta da terapia anti-úlcera, é aliviar a dor que é associada com úlceras
gástricas, reduzir a acidez do conteúdo gástrico, reduzir a carga ácida
do duodeno, reduzir a atividade da pepsina, pelo aumento do PH(>
3,5-4,0) e aumentar o muco da mucosa, o bicarbonato e o fluxo sangüíneo.
O controle da dor associada a úlceras gástricas poderá ser reservado,
em casos de cavalos ou potros, desconfortáveis por apresentação de síndrome
cólica. A Xylazina (0,22-0,55mg/kg) ou Butorphanol (0,11- 0,22 mg/kg)
poderão reduzir a dor abdominal associada com úlceras gástricas ou
duodenais. A segurança da Xylazina em potros neonatais, é questionável.
O Diazepan (0,05- 0,1 mg/kg) em potros pode também reduzir a dor
abdominal decorrente de úlceras gástricas ou duodenais. O uso freqüente
de sedativos é contra-indicado, sem o constante assessoramento, pois
estas medicações podem mascarar sintomas de doenças graves. Também o
Butorphanol, quando usado sozinho em eqüinos, poderá causar excitação
e mudanças de comportamento, tais como: vagar a esmo, pressão cerebral
alta e ataxia. Estes sinais podem ser minimizados quando a Xylazina for
usada em combinação com o Butorphanol. Drogas anti-inflamatórias não
esteróides, como o Flunixin Meglumine, Fenilbutazona, Naprofen ou
Ketaprofen poderão serem usadas com precaução em animais que estejam
suspeitos de possuírem alto risco de desenvolver úlceras gástricas ou
duodenais. Estas drogas inibem a formação de prostaglandinas, as quais
tem efeito de proteção da mucosa do estômago, entretanto quando as
drogas anti-inflamatórias não esteróides forem necessárias, por
outras condições, o Ketaprofen, poderá ser a droga de escolha.
Em recentes estudos, eqüinos tratados com Ketaprofen
(2,2mg/Kg por 10 dias) tem menos úlceras gástricas, e mostraram menos
lesões renais do que eqüinos tratados com fenilbutazona ou Flunixin
Meglumine(Mac Allister CG., Margan,SJ, Borne ,AT., et al).Consequentemente,
o Ketaprofen pode ser uma alternativa para a Fenilbutazona ou o Flunixin
Meglumine, no tratamento de condições dolorosas em potros e cavalos
adultos, e podem reduzir o risco de formação de úlceras gástricas.
Uma vez que a dor causada pela úlcera gástrica ou duodenal esteja sob
controle, medicações específicas anti-úlceras podem então ser
prescritas para reduzir os fatores agressivos e providenciar a proteção
da mucosa. |
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Agentes
específicos Anti-Úlceras
Medicações anti-úlceras que reduzem os fatores agressivos da mucosa,
incluem: Antiácidos, Histamina tipo 2 bloquedora de receptores (Ranitidina,
Cimetidina Famotidina), um próton-íon bloqueador de secreção (Omeprazole)
e estimulante da motilidade(Metoclopramida Hydrochloride).
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Protetores
Medicamentos anti-úlceras que atuam nos fatores de proteção da mucosa
do estômago, são o Salicilato de Bismuto, o Sucralfate e o Misoprostol.
O Salicilato de Bismuto pode ser a curto tempo, benéfico no tratamento
de úlceras gástricas e duodenais em eqüinos; ele une-se a matérias
protéicas nas úlceras gástricas e forma uma coberta protetora sobre a
úlcera; entretanto ele pode ser também convertido em Salicilato de Sódio,
causando então irritação gástrica.
O Sucralfate é um complexo de Sal de Alumínio do Sulfato
de Sucrose; ao encontrar proteínas do ácido gástrico, o Sucralfate
torna-se altamente condensado, um material viscoso que forma uma
bandagem proteinácea sobre as úlceras gástricas. É prudente para o
tratamento de potros e cavalos adultos com úlceras, associar o
Sucralfate com outro antiácido sistêmico. Como efeitos indesejáveis,
o Sucralfate pode causar constipação em potros.
O Misoprostol, é um análogo sintético da Prostaglandina
E1, que estimula os fatores protetores da mucosa estomacal, e reduz a
secreção do ácido gástrico. Prostaglandinas exógenas podem aumentar
o fluxo sangüíneo da mucosa, aumentar a secreção gástrica de
Bicarbonato e reduzir a reação gástrica aos alimentos.
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Abordagem
a potros e cavalos com sinais de Ulceração
Devido ao "Stress" ser a causa mais comum das ulcerações gástricas
e duodenais, encontrar a fonte do "Stress" pode ser a
resposta, na resolução da úlcera. Na abordagem ao potro ou cavalo com
ulcerações gástricas ou duodenais, o clínico tentará alcançar as
seguintes metas:
- Alivio dos sinais clínicos
- Cicatrização da úlcera
- Manutenção da cicatrização da úlcera
-Prevenção das complicações relacionadas á úlcera
-Minimização dos efeitos adversos da terapia
Se um potro ou cavalo, apresenta-se com sinais de ulceração
gástrica ou duodenal, 2 semanas com tratamento com antiácido ou
terapia com Sucralfate, poderá ser útil na redução dos sinais clínicos
e promoverá a cicatrização da úlcera. Se os sinais clínicos
persistirem, então uma nova avaliação clínica do paciente, será
necessária, ou pela endoscopia gástrica, ou contraste radiográfico se
um endoscópio de comprimento suficiente não estiver disponível. Se úlceras
não forem encontradas, então novo tratamento ou nova avaliação clínica
será necessária para determinar a causa dos sinais clínicos. |
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Comentários
finais
Um dos líderes mundiais de pesquisas nesta área afirma que 100% dos
cavalos domésticos, tiveram úlceras em algum estágio de suas vidas.
Ulceras são um destes problemas que afetam o cavalo desde remotos
tempos, porém somente na última década, devido ao desenvolvimento do
endoscópio com fibra ótica, longo o suficiente para alcançar o estômago
do eqüino adulto, é que a reconhecemos e pudemos diagnosticá-la com
certeza.
Uma grande companhia farmacêutica, recentemente criou e
comercializa o primeiro medicamento que de fato promove a cura de úlceras.
Em estudos científicos, o Omeprazole é a primeira droga de seu tipo,
que recebeu aprovação da FDA, por curar úlceras gástricas em
cavalos, inclusive aquelas com incidência periódica.
O tratamento não é barato, custa U$ 40 a U$ 60 por dia,
dependendo ainda do tipo de administração, da circunstância e da
localização. Hoje o Omeprazole parece ser a melhor combinação de
tratamento anti-úlcera disponível, mas talvez nem todo o proprietário
de cavalo poderá dispor dele, devido a seu alto custo. Há entretanto,
tratamentos alternativos que entretanto, não são tão eficientes como
o Omeprazole. A melhor aproximação parece ser a administração de
antagonistas dos receptores de Histamina do tipo H2; com este
tratamento, pesquisadores afirmam sucesso no tratamento de lesões gástricas.
Os dois, mais comumente usados são a cimetidina e a Ranitidina; ambos
inibem a secreção gástrica do estômago do eqüino, até mesmo estas
drogas são de custo dispendioso, muito embora sejam bem mais baratas
que o Omeprazole.
Um bom manejo poderá ajudar o eqüino com úlcera, porém
até que se reconheça o problema, deve-se evitar situações que
estimulem o seu desenvolvimento, e considerar que cavalos com úlceras não
serão "felizes campeões" e tendem a ser indivíduos amuados
e tristes.
Um pesquisador afirma, ao estudar úlceras em eqüinos
através da endoscopia, que estas tiveram uma melhor resposta de cura,
quando os cavalos apresentavam-se mais calmos e tranqüilos em seu
ambiente de vida .Não são todavia, todos os cavalos irritadiços que
possuem a propensão de adquirir ulceras, mas desde que esta conexão
foi citada, entre a sua atitude temperamental e a incidência de úlcera,
considerou-se este fato não como um estudo, mas apenas uma observação,
de grande valia para que o médico veterinário dê mais atenção àquele
cavalo mais aborrecido, para então definir se ele tem uma razão
especial para reclamar; pois talvez ele esteja tentando dizer alguma
coisa sobre lesões em seu intestino. Deixe de apertar o seu focinho(uso
do cachimbo) e gritar com ele e descubra se ele não tem uma razão
chamada úlcera para este seu comportamento, irrequieto e as vezes até
agressivo.
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