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ENCICLOPÉDIA DO CAVALO |
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SARNA EM
CAVALOS |
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São os eqüinos em geral
parasitados por várias espécies de Sarnas, entre as quais as
seguintes:
Psoroptes equi, que ataca preferentemente
as zonas do corpo revestidas por pelagem mais densa, tais como o topete
e a crina, seguindo-se em ordem de freqüência as regiões escapular e
a de inserção da cauda. Raramente ataca as regiões como o ventre,
garupa, curvilhão ou orelhas, e quando isso acontece, em geral está
associada com a Sarna Sarcóptica que será mais especificamente tratada
abaixo.
Para seu tratamento, simples banhos com água e sabão, preferentemente
sendo este do tipo sarnicida, são suficientes para debelarem o
parasita. |
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Chorioptes equi,
ou simplesmente Sarna Corióptera, também conhecida como Sarna da
patas, pelo fato de quase sempre encontrar-se o parasita localizado
nessa região exterior do animal. Produzindo intensa coceira, os animais
quando parasitados demonstram-se irritadiços, andando de um lugar para
outro sem se manterem calmos como usualmente acontece quando não
parasitados. Dão patadas contra o chão, golpeiam com suas próprias
patas as paredes dos locais onde se encontram alojados, mordem-se assim
como os objetos circunvizinhos, demonstrando assim o prurido que sentem
em suas extremidades. Essa irritação do animal é mais intensa
principalmente a noite devido a grande atividade do ácaro parasita
nesse horário, levando o dono ou o tratadordo animal a pensar tratar-se
de vício do animal. |
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Durante os meses mais quentes há remissão dos sintomas, que tendem a
voltar quando durante o Inverno ou noites frias, daí ser conhecida também
pelo nome de Sarna Invernal.
Afeta inicialmente e mais freqüentemente as
extremidades posteriores que a anteriores, e principalmente as chamadas
regiões das quartelas. Invade em seguida as regiões das espáduas, do
pescoço e do tronco, para invadir em seguida todo o corpo do animal.
Aqueles animais de porte mais avantajado e de pelagem mais densa, pelos
alemães chamados de Animais de " sangue frio ", são mais
freqüentemente e primeiro parasitados que os demais com os quais
convivam, e principalmente aqueles mais deficientemente cuidados com
banhos ou simples rasqueamentos.
As zonas
da pele atacadas pelo parasita, apresentam-se com infiltrações serosas
e formação de nódulos e vesículas, para em seguida aparecerem
crostas e por fim engrossamento cutâneo resultante da cornificação
epidérmica (hiperqueratose). Por fim sobrevem queda de pêlos, e
aparecimento de um eczema seco nesses locais parasitados. Com o passar
do tempo sem tratamento condizente, pode evoluir para Eczema úmido e
mesmo flegmonoso, sobrevindo calosidades e rugosidades das quartelas, daí
o nome que lhe é dado de: pé eriçado.
Juntam-se
ao quadro lesões traumáticas nesses locais, produzidas pelo ato de coçar
mordendo a região pelos próprios animais.
Afeta inicialmente e mais freqüentemente as extremidades posteriores que
a anteriores, e principalmente as chamadas regiões das quartelas. Invade
em seguida as regiões das espáduas, do pescoço e do tronco, para invadir
em seguida todo o corpo do animal. Aqueles animais de porte mais
avantajado e de pelagem mais densa, pelos alemães chamados de Animais de
" sangue frio ", são mais freqüentemente e primeiro parasitados que os
demais com os quais convivam, e principalmente aqueles mais
deficientemente cuidados com banhos ou simples rasqueamentos. |
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Sarcoptes equi, ou simplesmente Sarna
Sarcóptica, também chamada de Escabiose por semelhança com a
produzida no homem e em algumas espécies animais pelo seu primo
Sarcoptis scabiei.
Diferentemente das anteriores, esta
espécie dá preferência para localizar-se em zonas da pele revestidas
por pêlo mais curto. Em geral começa atacando a região da cabeça do
animal, arcadas orbitarias, nariz, lábios e orelhas. Avança em seguida
para o pescoço e região escapular, e nos cavalos utilizados como
montaria ou tração, na região da sela. Todo o corpo pode ser invadido
pelo parasita em prazo curto de 4 a 6 semanas, porém, excepcionalmente
são parasitadas as regiões baixas como ventre e extremidades do corpo.
Provoca prurido intenso, principalmente durante a noite. É mais freqüente
que a Psoróptica, podendo associar-se a esta, produzindo então um
quadro clínico não definido como quando acontece estar presente
sozinha. |
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PATOGENIA
- Tanto aquela psoróptica quanto a Sarcóptica, conforme já descrito,
o que chama a atenção é o aparecimento de nódulos da pele,
apresentando-se os folículos pilosos carcomidos, além de pontos
avermelhados nas regiões mais claras (despigmentadas), devido infiltração
serosa da epiderme. Algumas vezes podem ser claramente visíveis
hemorragias cutâneas. Evolui para vesículas, e em algumas vezes para pústulas
cutâneas.O conteúdo dessas vesículas que se rompem junto com as células
de descamação da epiderme desprendidas por queratinização, formam
verdadeiras escamas cobrindo a pelagem do animal e de coloração
branco-acizentada. Sua aglutinação dá origem as crostas que sobrevem
sobre a pele, o que serve também de estímulo para novos processos de
queratinização cutânea. De permeio a essas crostas são encontradas
verdadeiras galerias que servem de abrigo ao parasita e com o qual se
nutre, além do próprio sangue do animal. Pela debilitação do próprio
pêlo, sobrevem sua queda e em conseqüência o aparecimento de zonas
depiladas na superfície parasitada.
TRATAMENTO
- Entre os existentes, quando o número de animais parasitados é
suficientemente grande que o justifique, podem ser utilizados câmaras
fechadas, onde é insuflado anidrido sulfuroso, na proporção de quatro
e cinco por cento com o ar atmosférico e na temperatura de 25-30 graus
durante pelo menos uma hora. Deve esse tratamento ser repetido pelo
menos durante uma semana e diariamente.
Aplicações
sobre a pele, principalmente se o parasitismo for localizado como na
cabeça e pescoço, e o número de animais for pequeno, são indicadas
soluções com os seguintes medicamentos: Em primeiro lugar aplicação
de solução de Hipossulfito de sódio a 40 %, com utilização de um
pincel ou brocha, para logo em seguida ser aplicada uma solução de Ácido
Clorídrico a 4 %. A reação química que sobrevem entre essas soluções,dá
origem ao Enxofre nascente, que tem ação fortemente acaricida,
debelando o mal e o parasitismo dessas regiões do animal.
Medicamentos do
tipo: Acarsan, que contem Benzoato de Benzila também têm indicação e
são utilizados quando o número de animais for pequeno.
Igualmente sabões
medicinais Sarnicidas, também podem ser utilizados em banhos diários
dos animais, assim como lavagem dos utensílios utilizados no trato dos
próprios animais, como escovas, raspadores, arreios e baixeiros de
selas e arreios, assim como panos utilizados.
Alguns
inseticidas de contato, a base de substâncias fosforadas ou cloradas,
também podem ser utilizadas, desde que se tomem os devidos cuidados
para ser evitada absorção pela pele, e conseqüente intoxicação do
animais tratados.
Como última recomendação para evitar-se que tais
parasitas cheguem até os animais, recomendaria banhos diários dos eqüinos
do plantel, simplesmente com água, sabão e escova, alem de cuidados
especiais no uso de objetos ou arreios de terceiros que podem estar
contaminados por parasitas. |
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