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A pastagem cumpre um
importante papel na alimentação do cavalo, pois fornece, além das fibras
vegetais, importantes para o processo digestivo, também parte das
proteínas necessárias ao bom desenvolvimento do animal, sendo
indispensável o fornecimento de volumoso, matéria verde, na forma fresca
ou em conserva (feno ou silagem).
E o que, afinal das contas, é o tal do
alimento verde? O alimento verde pode ser definido como sendo as partes
aéreas de vegetais cujo crescimento ainda não está concluído,
podendo ser cultivados ou naturais.
Os pastos naturais são aqueles que não foram
formados pelo homem e que, portanto, não foram de forma alguma
planejados. Embora podendo ser utilizados, apresentam alguns problemas.
Neste tipo de pasto podem crescer até 100 diferentes espécies de
plantas, entre gramíneas, ervas, trevos, etc.
Algumas espécies de plantas podem causar podem
causar danos a língua e aos lábios dos animais mais sensíveis, além
da possível ocorrência de ervas tóxicas, como Erva - de - Rato e a Erva
- de - São João, que podem causar sérios distúrbios ou até mesmo a
morte dos animais.
Só por este motivo já seria vantajoso que se
formasse uma área de pasto destinada aos animais, com maior rigor e
cuidado na sua formação e manutenção.
Além disto, há o problema da escolha do
local. Devemos evitar locais muito úmidos, de difícil acesso, sem
sombra para os animais e que não tenha água disponível.
Bem, e como podemos então formar este pasto,
para deixar estes nossos animais devidamente à vontade e seguros?
Os cavalos são muitas vezes objetos de prazer
para seus proprietários e por isso há um desejo de se estar em
constante contato com eles, seja para passeios ou para que recebam todos
os cuidados que prazerosamente lhe dispensamos. Por isso o pasto deve
estar em local de fácil acesso, evitando-se locais excessivamente
acidentados ou distantes de instalações, como cocheiras e troncos de
contenção. Outro aspecto importante na escolha do local é que se
evitem lugares muito úmidos, ou que possam ser inundados, como as
várzeas, pois o excesso de umidade pode trazer problemas como doenças
parasitas.
Escolhido o local, escolha qual a forragem que
será utilizada para a formação do pasto. Neste caso é bom que se
observe a disponibilidade de sementes ou mudas em sua região, a fim de
facilitar o seu trabalho. Atualmente no Brasil se utiliza muito o coast
cross como alimento para cavalos, mas os capins do gênero Cynodon
apresentam também resultados bastante satisfatórias,
por isso procure informar-se, de preferência
com profissionais, sobre o qual é a melhor opção para o seu caso.
Agora que já definimos qual o melhor local
para a formação do pasto e qual a melhor forragem, é hora de preparar
o terreno. Como qualquer plantação, devemos antes de mais nada
providenciar a análise do solo para corrigir problemas de fertilidade e
de acidez que possam existir no terreno. só após a retirada da amostra
e de posse de seu resultado é que daremos seguimento ao plantio,
fazendo a aração e a gradagem, como em qualquer outra cultura. A
adubação é feita também com o mesmo rigor, utilizando-se a
formulação de NPK, comum a todas a lavouras. Cada nutriente vai
cumprir um papel no desenvolvimento da pastagem, sendo, portanto,
indispensável. Apesar disso, nem sempre a adubação potássica se faz
necessária, pois as pastagens não são grandes consumidoras deste
mineral, porém isto só pode ser observado com segurança pela análise
do solo. Em compensação, o fósforo deve ser aplicado em grande
quantidade, pois a maioria de nossos solos é pobre em fósforo.
Normalmente é aplicados 20Kg de N, de 80 a 120Kg de P e 30 Kg de K/ha.
Note que esta recomendação se refere ao elemento puro e não a
formulações.
Bem, já estamos com o solo devidamente
preparado, corrigido, a forragem já foi escolhida e é chegada a hora
do plantio propriamente dito. Este plantio pode ser feito por duas vias:
através de sementes ou de mudas. No caso de se optar por uma espécie
propaganda através de mudas, como é o caso do coast cross por exemplo,
utilizamos ramas que são espalhadas pelo terreno,
preferencialmente após uma chuva, a fim de garantir um bom
pegamento, pois, se o plantio for feito em solo seco, ficaremos na
dependência de uma chuva em seguida. Uma vez lançadas as mudas, faz-se
uma gradagem leve a fim de incorporá-las ao solo. Para as espécies
propagadas através de sementes, podemos agir de dois modos: com
semeadura a lanço ou em sulcos. Quando de opta por fazer a semeadura a
laço, simplesmente jogamos a sementes ao solo, já devidamente adubado,
manualmente ou com o auxílio de uma esparramadeira de calcário ou
máquinas próprias para o plantio de forrageiras, fazendo-se depois uma
leve compactação do solo, para garantir uma boa germinação. É
importante frisar que a semente não deve ficar enterrada a mais do que
2cm e nem expostas, pois podem ser comidas por aves. Este método traz a
desvantagem de nem sempre se conseguir uma germinação uniforme. No
caso da semeadura em sulcos, o trabalho é feito por máquinas
apropriadas, que distribuem o adubo juntamente com a semente. Neste
método conseguimos uma germinação mais uniforme, com menor gasto de
semente por ha.
Agora que você já sabe como formar o pasto
para o seu animal, preste atenção em mais alguns conselhos.
- Não
utilize arame farpado para cercar o pasto, pois ele pode trazer danos
à pele e à pelagem do animal, prefira arame liso.
- Tenha
sempre água em abundância disponível para o animal. Se for preciso,
faça um cocho, um bebedouro com água sempre limpa e fresca.
- Procure
sempre formar pastos em locais amplos, para que o animal possa se
exercitar a vontade |
| Cor e aparência: |
Indícios para: |
| Verde, fresco |
Condições de
colheita favorável, pouca perda de nutrientes |
| Esbranquiçado,
pálido |
Colheita tardia, chuva
na colheita ou armazenamento por muito tempo, baixo teor em
caroteno |
| Marrom a negro |
Superaquecimento
durante armazenamento, perda de nutrientes, baixa digestabilidade
das proteínas. |
| Cinza sujo até
manchas esbranquiçadas |
Contaminação por
fungos |
| Cheiro |
Indícios para: |
| Fresco, agradável |
Boas condições de
colheita e armazenamento |
| Aromático |
Eventualmente alto,
conteúdo em trevos, leguminosas ou ervas. |
| Queimado |
Superaquecimento no
armazenamento, diminuição no teor de nutrientes e da
digestabilidade. |
| Mofado, abafado e
podre |
Contaminação por
fungos (perda em nutrientes, pode conter substâncias tóxicas)
não usar para alimentação. |
| Tato |
Indícios para: |
| Macio, suave |
Material rico em
folhagem, pobre em talos, alto teor em proteína, baixo em fibra bruta, eventualmente pobre em Ca |
| Áspero |
Menos folhagem e mais
talos, diminuição do teor em proteínas e aumento de fibra
bruta. |
| Bruto, resistente |
Muitos talos, poucas
folhas, baixa digestabilidade. |
| Hirto, úmido |
Umidade ainda acima de
20%, dessecamento ainda não concluído, risco de se estragar,
não utilizar |
| Contaminação |
Indícios para: |
| Terra, palha, esterco,
pedras, poeira (fungos) |
Dependendo do tipo e
volume diminui a qualidade e prejudica a saúde |
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Composição
botânica
Predominante gramíneas |
Em alimento jovem,
excessivamente adubado pobre em Ca, Mg e Na, rico em P e
proteína. |
| Maior proporção em
leguminosas e ervas |
Teor alto em Ca, Mg e
proteína |
| Plantas tóxicas -
observar |
Equisetum palustre
(erva de rato), Pteridium aquilinum (samambaia invasora),
Colehicum autumnale (cólquico), Senecio vulgaris (erva das
queimadas), Adenis vernalis (família das ranunculáceas). |
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